Carnaval, a festa da carne

Da wikipedia:Carnaval é um período de festas regidas pelo ano lunar no cristianismo da Idade Média. O período do carnaval era marcado pelo “adeus à carne” […] dando origem ao termo “carnaval”. Durante o período do carnaval havia uma grande concentração de festejos populares. Cada cidade brincava a seu modo, de acordo com seus costumes. O carnaval moderno, feito de desfiles e fantasias, é produto da sociedade vitoriana do século XIX.

A festa carnavalesca surgiu a partir da implantação, no século XI, da Semana Santa pela Igreja Católica, antecedida por quarenta dias de jejum, a Quaresma. Esse longo período de privações acabaria por incentivar a reunião de diversas festividades nos dias que antecediam a Quarta-feira de Cinzas, o primeiro dia da Quaresma. A palavra “carnaval” está, desse modo, relacionada com a ideia de deleite dos prazeres da carne marcado pela expressão “carnis valles”, que, acabou por formar a palavra “carnaval”, sendo que “carnis” do grego significa carne e “valles” significa prazeres.

Em geral, o carnaval tem a duração de três dias, os dias que antecedem a Quarta-feira de Cinzas. Em contraste com a Quaresma, tempo de penitência e privação, estes dias são chamados “gordos”, em especial a terça-feira (Terça-feira gorda, também conhecida pelo nome francês Mardi Gras), último dia antes da Quaresma. ”

Entretanto, sabe-se que a origem do Carnaval é pagã, tratando-se de uma adaptação de diversas celebrações dedicadas a deuses da antiguidade (como Dionísio, Saturno, Osíris, etc) e de uma concessão da Igreja Católica ante o período de privações exigido na Quaresma.

Do bruxaria.net:“A diferença entre o carnaval da antiguidade para o moderno é que, no primeiro, as pessoas participavam das festas mais conscientes de que estavam adorando aos deuses. O carnaval era uma prática religiosa ligada à fertilidade do solo. Era uma espécie de culto agrário em que os foliões comemoravam a boa colheita, o retorno da primavera e a benevolência dos deuses. No Egito, os rituais eram oferecidos ao deus Osíris, por ocasião do recuo das águas do rio Nilo. Na Grécia, Dionísio, deus do vinho e da loucura, era o centro de toda as homenagens, ao lado de Momo, deus da zombaria. Em Roma, várias entidades mitológicas eram adoradas a começar por Júpiter, até Saturno e Baco.”

[…] Com a supremacia do cristianismo a partir do século IV de nossa era, várias tradições pagãs foram combatidas. No entanto, a adesão em massa de não-convertidos ao cristianismo, dificultou a repressão completa. A Igreja foi forçada a consentir com a prática de certos costumes pagãos, muitos dos quais, cristianizados para que se evitasse maiores transtornos. O carnaval acabou sendo permitido, o que serviu como “válvula de escape”, diante das exigências que eram impostas aos medievos no período da Quaresma.

Na Quaresma, todos os cristãos eram convocados a penitências e à abstinência de carne por 40 dias, da quarta-feira de cinza até as vésperas da páscoa. Para compensar esse período de suplício, a Igreja fez “vistas grossas” às três noites de carnaval. Na ocasião, os medievos aproveitavam para se esbaldar em comidas, festas, bebidas e prostituições, como na antiguidade.”

O que muita gente não sabe, no entanto, é que o carnaval não acontece apenas no mundo dos vivos. Por afinidade, as comemorações atraem também legiões de entidades e desencarnados.  Os portais inferiores são abertos e os espíritos circulam livremente na Terra. Tantos excessos no período acabam levando a inúmeras mortes e situações de violência – é a verdadeira “festa da carne” para essas entidades espirituais.

Segundo o espiritismo: “O Espírito Manoel Philomeno de Miranda e sua equipe em uma excursão a determinada festa popular na sociedade terrestre, descrita na obra Entre os Dois Mundos:

(…). Em face dos desconcertos emocionais que os exageros festivos produzem nas criaturas menos cautelosas, há uma verdadeira infestação espiritual perturbadora da sociedade terrestre, quando legiões de Espíritos infelizes, ociosos e perversos, são atraídas e sincronizam com as mentes desarvoradas. Nesse período instalam-se inumeráveis obsessões coletivas que entorpecem multidões, dizimam existências, alucinam valiosos indivíduos que se vinculavam a formosos projetos dignificadores.”

O aspecto negativo do Carnaval, portanto, não está na comemoração, nas manifestações de alegria, no êxtase. A grande problemática são as pulsões de violência e os exageros desencadeados no período, que trazem consequências imediatas como mortes por assassinato, acidentes de trânsito e consumo excessivo de drogas, e não imediatas como dsts, gravidez indesejada e desalinhamento energético do corpo físico e espiritual.

Este post não foi publicado com uma intenção / conotação moralista. Entretanto, um paradoxo interessante: a ancestral necessidade da humanidade de extravasar suas emoções reprimidas em rituais e períodos de celebração versus todos as energias nocivas que isso liberta, levando a consequências nefastas. Será que o grande problema está na dessacralização dessas práticas? Fica aqui a questão.

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