Estudo de Caso: Vou Viajar na Quinta?

Ou… Da Importância da Pergunta Correta.

Já publiquei aqui um post em que falo da importância da pergunta em um jogo de Tarot. Não importa se a pergunta é  geral ou extremamente específica; o que importa é que o consulente tenha clareza naquilo que deseja que lhe seja revelado. As perguntas podem ser objetivas, subjetivas, materiais, afetivas, espirituais… não importa. O que importa é que sejam precisas. Muitos colegas preferem fazer uma leitura prévia e abrangente da situação geral do consulente antes que ele faça qualquer pergunta. Eu respeito essa abordagem – embora atualmente não seja minha metodologia de jogo – e quando insisto na importância da pergunta não estou afirmando que a leitura não existe sem a pergunta, mas sim que quando uma pergunta é realizada ela deve ser precisa, clara e coerente.

O Tarot pelo Tarot não diz nada, a não ser que você tenha um propósito ou um método ao puxar uma carta. Por exemplo, muitas pessoas comentam comigo:

“Tirei uma carta hoje e saiu a Torre. O que isso significa? ”
Ao que eu respondo:
“Nada.”

Pois um Arcano sozinho, sem contexto, sem intenção, sem pergunta ou sem método, não significa absolutamente nada.  Qual sua intenção quando puxou a carta? Era a Torre como conselho? Como descrição do seu dia? Como resposta a alguma dúvida específica? Como postura material, espiritual, amorosa?  Em cada um desses casos, a Torre vai significar algo DIFERENTE. Tirar um arcano sem estar sintonizado com uma faixa de frequência energética não significa absolutamente nada.

O estudo da semiologia e da semiótica ajuda a compreender melhor essa questão. Um símbolo só tem significado à medida que ele está atrelado com as nossas experiências, e com aquilo que atribuímos a ele. O símbolo não é espontâneo, ele é uma elaboração humana da necessidade de representar algo. Palavras são símbolos compostos por outros símbolos, que são letras. E o que uma letra solta significa? Qual o significado de você ver uma letra R na sua frente? E as palavras? Só têm significação pois simbolizam algo. Povos diferentes usam palavras diferentes  para descrever a mesma coisa, de acordo com sua cultura; e assim acontece com as cartas de Tarot: o símbolo não é o objeto simbolizado em si.

Outras pessoas me perguntam também se é possível, através do Tarot, prever o futuro. A prática do oráculo me tem feito acreditar que sim. Entretanto, nem sempre, no momento da consulta, o futuro já está pronto e formatado. Existem situações em que a atitude do cliente em relação a situação podem mudar o previsto, em outras não. E há os casos onde a energia ainda é muito incipiente, e nada está definido.

Para ilustrar essas duas colocações – a respeito das perguntas e da previsão do futuro – relato aqui um caso muito intrigante que ocorreu com uma amiga há poucos dias.

A situação era a seguinte: ela estava com uma viagem internacional marcada; porém seu passaporte estava preso em um consulado de um terceiro país, no qual ela esteva aplicando para um visto  cujo prazo já estava expirando. Nada a ver com a viagem que ela faria, mas ela precisava do passaporte.

O embarque estava marcado para quinta à 1h da madrugada. Na segunda feira, nada do passaporte chegar. Minha amiga que também é familiar a arte do Tarot puxou algumas cartas. Sugeri que ela usasse o método Europeu para que pudéssemos ter mais detalhamento sobre a questão. Primeiro ela perguntou  o que deveria fazer em relação às passagens, já que contava apenas com mais dois dias para o passaporte chegar.  Saiu a Justiça + 2 de Ouros, e respondi que certamente ela teria de fazer algum tipo de ajuste em relação ao bilhete. Não satisfeita, ela perguntou se iria viajar na quinta, e o resultado foi o Carro + Ás de Ouros. Duas cartas fortíssimas indicando sucesso e realização dos objetivos. O Carro saindo como resposta de uma pergunta realizada a deslocamento chegava a ser uma coisa literal, quase.

Mas como assim? Se ela vai viajar na quinta, porque teria de fazer algum tipo de ajuste? Ela continuou perguntando se o passaporte iria chegar a tempo de ela viajar, e mais cartas positivas sairam. Chega terça feira, nada do passaporte. Mais um jogo perguntando se iria viajar na quinta, mais confirmações positivas. Quarta feira, último dia que teria para receber o passaporte… e NADA. Ela começa a perguntar se iria vaiajar amanhã e as cartas saiam péssimas. Mas como assim? Teria o poder do pensamento dela “atraído”  cartas com resultados positivos anteriormente?  Ou o Tarot não funciona? O que estava acontecendo?

Ela então ligou para a companhia aérea e descobriu que tinha a opção de deixar o bilhete em aberto. E foi o que fez.

Na quinta no final do dia, ela recebe um comunicado de que seu visto tinha sido emitido, e que na segunda feira seu passaporte seria enviado por sedex. Na terça feira de manhã seu passaporte chegou. E a viagem foi remarcada para o mesmo horário de vôo da semana anterior, QUINTA à 1h da manhã, confirmando tanto a leitura da Justiça + 2 de ouros quanto o Carro + Ás de Ouros.

Onde está o erro da pergunta?

Ela insistentemente perguntou se ia viajar na quinta…
Só não especificou qual!

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Veja também:
A Importância da Pergunta em um Jogo de Tarot 
Jogos Truncados

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2 comentários sobre “Estudo de Caso: Vou Viajar na Quinta?

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