Minha coleção de Tarots Felinos

Amo Tarots. Amo gatos. Amo Tarots de gatos. Esta é minha coleção até o momento:

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1. Tarot For Cats –  Regen Dennis e Kipling West
2. Tarot of the White Cats – Pietro Alligo e Severino Baraldi
3. 22 Arcani Gatti – Osvaldo Menegazzi
3. Tarot of the Cat People – Karen Kendall
4. Le Tarot du Chat, Carole Sédillot – Claude Trapet
5. Medieval Cat Tarot – Lawrence Teng
6. Tarot of Pagan Cats – Magdalena Messina e Lola Airaghi
7. Cat´s Eye Tarot  – Debra M. Givin
8. The Baroque Bohemian Cat´s Tarot – Karen Mahony e Alex Ukolov

Na lista de compras:
Mystical Cats Tarot
Black Cats Tarot

Fotógrafa Felina

Como muitos de vocês sabem, além de astróloga e taróloga, desenvolvo também um trabalho de fotografia especializada em felinos. Essa atividade rendeu uma matéria no Jornal Zero Hora, de Porto Alegre (cidade onde resido), publicada hoje. Gostaria de deixar uma cópia da matéria, que ficou bem bacana!

Para quem quiser saber um pouco mais a respeito: www.fofurasfelinascatimages.com

 

De câmera na mão e de olho nos gatos

Formada em Publicidade, Giane aliou a paixão por animais ao gosto pela fotografia e se especializou em retratar felinos

D a paixão, uma profissão. Essa é a história de Giane Portal. Publicitária por formação, ela uniu a habilidade e sensibilidade com a fotografia à paixão pelos gatos e se tornou uma fotógrafa especializada em registrar felinos.  Pode até soar estranho o fato de alguém se dedicar exclusivamente a fotos de gatinhos – mas é só olhar as imagens distribuídas nesta página para perceber que há algo de muito especial nessa arte.

– O gato tem uma expressividade em seus olhos que é impressionante. Ele te dá essa expressão, não precisa muito, só deixá-lo à vontade – diz Giane.

Por isso, os ensaios fotográficos são feitos no ambiente do animal. Diferente do cachorro, o gato tem uma personalidade mais forte e, se não ficar à vontade, as fotos não saem boas, explica a fotógrafa. A habilidade para interagir com os gatinhos e ganhar sua confiança é um exercício que Giane tem o maior prazer em praticar, principalmente com os vários gatos que tem em casa.

– Quando eu comprei uma câmera e comecei a praticar, não tinha o que fotografar. A saída mais fácil foi fazer fotos dos meus gatos, em casa. Aos poucos, fui fazendo fotos para ONGs de adoção, fui publicando imagens na internet e o hobby acabou virando profissão – conta.

E gato não precisa ter pedigree para fazer sucesso nas imagens.

– Minha gata mais expressiva, que tem as fotos mais vendidas, é uma vira-latas – diverte-se a fotógrafa.

Maior parte do trabalho se destina ao Exterior Calendários, livros, cartões e embalagens de produtos para gatos estão entre os principais meios de veiculação das imagens de Giane. Colaboradora assídua de uma publicação dirigida, ela mantém inclusive uma coluna – ou melhor, não Giane, e sim sua gata Chihiro Chan. Desde 2010, ela também produz books felinos e é chamada para fotografar gatos em diversas cidades do Brasil.

– Muito da produção acaba indo para fora do país, lugares como Japão, onde as pessoas são muito fanáticas por gatos, e publicações que utilizam minhas imagens através do Flickr.

 

Deixe um Felino entrar em sua Vida – Parte 2

Os Gatos e o Mundo Astral

Os gatos possuem uma conexão com o mundo mágico, invisível. Já no antigo Egito os gatos desempenhavam um papel especial na vida das pessoas, e assassinar um gato era crime punido com a morte. Quando o gato de uma família morria, todos os membros dessa família raspavam as sobrancelhas em sinal de luto.

Os gatos eram tão adorados pelos egípcios que uma de suas mais importantes deidades era uma gata –Bast. Ela é associada à música, dança, alegria e aos prazeres, assim como à fertilidade e maternidade, e diversos templos foram erguidos em sua homenagem.

O gato é um animal muito sensível à energia do ambiente e daqueles que o cercam. Quem já não presenciou seu gato olhando para o nada, totalmente imerso? Isso se deve ao fato de que ele vê coisas que não vemos. Assim como os cães são nossos guardiões no mundo físico, os gatos são nossos protetores no mundo energético. Durante o tempo em que passa acordado, o gato vai limpando a sua casa das energias intrusas. Enquanto dorme, ele filtra e transmuta esta energia.

Nossos problemas e nosso stress diário são absorvidos por nosso gato; assim, quando a situação pesa demais e o espaço está muito carregado, não raro o gato adoece. Além disso, é bom ficar atento à forma como os gatos reagem a visitas. Muitas vezes eles estão tentando protegê-lo de um campo áurico negativo ou pesado.

Se você não tem um gato, e um gatinho de rua aparece em sua vida, é porque você precisa de um gato em um momento particular. Este gatinho está se propondo a ajudar você. Se você não pode acolhê-lo, é importante que você encontre um lar para ele. Ele chegou até você por alguma razão que você pode não compreender a nível físico, mas você pode descobrir através dos sonhos e outras conexões com o mundo astral. Gatos emanam amor. Do ponto de vista energético, pessoas que têm alergia a gatos muitas vezes são pessoas que têm dificuldade de deixar o amor entrar em suas vidas.


Compromisso para toda vida

Antes de adotar ou comprar um gatinho, lembre-se que conviver com um animal deve ser um compromisso para toda vida. Animais domésticos desenvolvem laços profundos de amor e amizade com as pessoas com as quais convivem; infelizmente muitas pessoas retribuem a esses sentimentos com abandono, descartando-os como se fossem simples objetos. Seja porque o animal está idoso ou doente; porque o novo parceiro tem “alergia” ou não gosta de bichos; ou simplesmente porque não quer mais cuidar. Um gato vive em média de 8 a15 anos; é bom ter isso em mente quando você ver um lindo e peludo filhotinho e seu coração balançar. Gatos dão trabalho e despesas, e embora as recompensas que eles nos oferecem sejam infinitamente superiores a esses contratempos, se você não estiver preparado financeira ou emocionalmente para criar esse vínculo é melhor resistir à tentação.

Há também outra alternativa para quem quer conviver com um gatinho por um período menor: você pode candidatar-se em programas de casa de passagem para entidades que trabalham com resgates de animais. Assim, você estará cuidando de um gatinho por um tempo determinado, até a entidade encontrar um lar definitivo para ele.

Um ato de amor

Caso você decida que é o momento de deixar um felino entrar em sua vida, não se esqueça de propiciar um ambiente agradável e boas condições de saúde e higiene. Os animais devem ser vacinados e castrados para evitar doenças e reprodução indiscriminada. Gatos com acesso a rua têm um tempo de vida consideravelmente reduzido, pois estão sujeitos a atropelamentos, brigas com outros animais e todo tipo de maldade humana. O ideal é a criação do gato dentro de casa (é um mito que os gatos precisam explorar grandes territórios), até porque quanto mais próximo seu gatinho viver de você, mais forte será o vínculo afetivo que vocês desenvolverão. Se você tem pátio, pode criar um recanto protegido por telas e com muros altos, evitando a fuga. Para quem mora em apartamento, independente do andar, é imperativo telar as janelas para que os felinos, em sua constante busca por aventura, não caiam e venham a se machucar gravemente ou mesmo perder a vida.

O ambiente interno deve ser estimulante, propiciando conforto, caixinha de areia e um bom arranhador para o gato afiar suas garras. O item mais importante, entretanto, é uma dose generosa de afeição e carinho, que será retribuída em uma porção absurdamente gigantesca de ronrons e amor incondicional.

Enfim…

Se ter um gatinho é bom, ter mais de um é melhor ainda! A interação e as brincadeiras entre eles, assim como as demonstrações de afeto, divertem a casa e aquecem a alma. O gato não vai julgar você pela sua aparência, por suas conquistas ou posição social – ele ama quem você é em essência. Ele ministra lições diárias se você souber observá-lo. Sua personalidade, suas reações, sua forma de seduzir e conseguir o que deseja são ensinamentos à disposição de qualquer um que deseje desfrutar da privilegiada convivência com um felino.

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Leia também a Parte 1. Clique aqui.
Crédito das imagens: fofurasfelinas http://www.flickr.com/photos/fofurasfelinas/

Sexta Feira Preta

O olhar de um felino perscruta as profundezas de nossa alma e pode ser muito perturbador. O gato desperta tantos sentimentos negativos nas pessoas por se dar ao luxo de ser o que é: livre, autêntico, seguro de si e impositivo em seus desejos. São características que muitos de nós desejaríamos possuir, mas somos destreinados a reprimi-las e condená-las dentro de um contexto social. Então as empurramos lá para sombra e muitas vezes nos sentimos profundamente irritados com a simples presenta de um ser que SE PERMITE.

Deixo aqui um texto de Camille Paglia… Que diz muito sobre os felinos. Embora não concorde totalmente com a autora, trata-se de um belo ensaio.

GATO: O BICHO BRUXO
Camille Paglia

Uma das mais incompreendidas características da vida egípcia é a veneração dos gatos, cujos corpos mumificados têm sido encontrados aos milhares. Minha teoria é que o gato foi o modelo da singular síntese de princípios do Egito.

O gato moderno, o último animal domesticado pelo homem, descende do felis lybica, um gato selvagem do norte da África. Os gatos são errantes e misteriosas criaturas da noite. Crueldade e brincadeira são a mesma coisa para eles. Vivem do e para o medo, treinando assustar-se e assustar os humanos com súbitas correrias e emboscadas. Os gatos habitam o oculto, isto é, o “escondido”. Na Idade Média, eram caçados e mortos por suas supostas ligações com as bruxas. Injusto?… Mas o gato realmente está ligado à natureza ctônica, subterrânea, oculta, mortal inimiga do cristianismo. O gato preto, do “Dia das Bruxas”, é a sombra que ficou da noite arcaica.

Dormindo até vinte de cada vinte e quatro horas, os gatos reconstroem e habitam o primitivo mundo noturno. O gato é telepata – ou pelo menos acha que é. Muitas pessoas se amedrontam com seu olhar frio. Comparados aos cães, servilmente ávidos por agradar, os gatos são autocratas de evidente interesse próprio. São, ao mesmo tempo, amorais e imorais, violando regras conscientemente. Seu “mau” olhar nessas horas não é nenhuma projeção humana: o gato talvez seja o único animal que saboreia o perverso – ou reflete a respeito. Assim, o gato é um adepto dos mistérios ocultos. Tem “olhar intensivo”. O gato funde o olho de Górgona do apetite com o distanciado olho apolíneo da contemplação. Valoriza a invisibilidade, comicamente imaginando-se indetectável quando atravessa um gramado com passo malandro. Mas também adora ver e ser visto: é um espectador do drama da vida, divertido, condescendente. É um narcisista, sempre ajeitando a própria aparência.

Os gatos têm um senso de composição pictórica: colocam-se simetricamente em cadeiras, tapetes e até mesmo numa folha de papel no chão. Aderem a uma métrica apolínea de espaço matemático. Altivos, solitários, precisos, são árbitros de elegância – esse  princípio que considero nativamente egípcio. Os gatos são poseurs. Têm um senso de persona – e ficam visivelmente vexados quando a realidade perfura sua dignidade. Os macacos são mais humanos, mas menos bonitos. Agachando-se, tagarelando, batendo no peito, mostrando o traseiro, os macacos são convencidos vulgares que assomam na estrada evolucionária. As sofisticadas personas dos gatos são sinais de avançada teatralidade.

Sacerdote e deus de seu próprio culto, o gato segue um código de pureza ritual, limpando-se religiosamente. Faz sacrifícios pagãos a si mesmo e pode partilhar suas cerimônias com os eleitos. O dia do dono de um gato muitas vezes começa com um belo monte de entranhas ou pernas trituradas de camundongo na varanda – lembretes darwinianos.

O gato é o habitante menos cristão do lar médio. No Egito, o gato; na Grécia, o cavalo. Os gregos não ligavam para os gatos. Admiravam o cavalo e usavam-no constantemente na arte e na metáfora. O cavalo é um atleta, altivo mas serviçal. Aceita a cidadania num sistema público. O gato é a lei em si. Jamais perde seu ar despótico de luxo e indolência orientais. Era feminino demais para os gregos, amantes do masculino. As roupas da egípcia aristocrática – uma túnica de linha transparente pregueada – eram macias, lisas, fluidas. E macia é a sorrateirice noturna dos gatos. Os egípcios admiravam o aspecto liso, nédio, nos mastins, chacais e gaviões. O nédio é o liso contorno apolíneo. Mas a maciez é a arte sinuosa das trevas daimônicas, que o gato traz para o dia. Os gatos têm pensamentos secretos, uma consciência dividida. Nenhum outro animal é capaz de ambivalência, essas ambíguas correntes contraditórias de sentimentos, como quando um gato ronronante enterra ao mesmo tempo os dentes, como advertência, no braço de alguém.

O drama interior de um gato ocioso é telegrafado pelas orelhas, que giram para um farfalhar distante enquanto ele repousa os olhos com falsa adoração nos nossos, e depois pela cauda, que bate ameaçadoramente mesmo quando ele cochila. Às vezes, o gato finge não ter qualquer relação com a própria cauda, à qual ataca esquizofrenicamente. A cauda a contorcer-se e a bater é o barômetro ctônico do mundo apolíneo do gato. É a serpente no jardim, trombando e triturando com maliciosa antecipação. A ambivalente dualidade do gato é dramatizada nas suas erráticas mudanças de humor, saltos abruptos do torpor à mania, com os quais contém nossa presunção. “Não chegue mais perto. Nunca se sabe…”. Assim, a veneração dos egípcios pelos gatos não era nem tola nem infantil. Por meio do gato, o Egito definiu e refinou sua complexa estética. O gato era o símbolo daquela fusão do ctônico com o apolíneo que nenhuma outra cultura conseguiu.

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Para finalizar, acrescento a colocação perfeita que a Marília Bavaresco fez em seu blog, que ao meu ver é a conclusão perfeita para esse post.

” No Brasil e em diversos outros países as sextas-feiras treze significam retorno à Idade Média, com sacrifício de animais, especialmente os gatos pretos. Vamos dar um basta desta ridícula expressão de mentes deturpadas! Precisamos de leis que punam e proíbam esse tipo de atrocidade.”

Qual o signo do seu gato?

Ilustração Por Laurence Esgalha.

Fui convidada a escrever uma matéria sobre o Signo dos Gatinhos para o blog TUDO GATO! Resolvi trazer uma abordagem um pouquinho diferente, espero que gostem.

Segue aqui o link. Confiram!

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Para quem quiser um quadro mais completo, segue o link para a Matéria que escrevi para o IG sobre o Signo Lunar dos Animais.

Felinos no Cosmos

Constelação de Leão

Quem nunca ouviu falar no majestoso signo de Leão? Além disso, muita gente sabe que o nome desse signo advém da constelação homônima, uma das 12 constelações do Zodíaco. Essa é, sem dúvida, a representação felina mais conhecida e popular no céu estrelado. A estrela alfa desta constelação, Alpha Leonis (α-Leonis) é conhecida como Regulus. Seu nome vem do latim e significa pequeno rei.  Essa mesma estrela, antigamente, “era conhecida por Cor Leonis (em latim, o coração do leão), pela posição que ocupa no corpo da figura celestial.” (Wikipedia). É interessante como os simbolismos de paixão e realeza do signo de Leão se traduzem tanto pelo antigo como pelo atual nome da estrela alfa dessa constelação.

Crédito: http://www.zodiac-signs.org

O que muita gente não sabe, é que fazendo companhia à constelação de Leão, encontramos também um leãozinho, ou Leo Minor.

Leão e Leo Minor - Urania's Mirror 1825

Olhando assim fica fácil… mas precisa de um pouco mais de imaginação para encontrar o leãozinho no céu… (ligue os pontos!)

Leo Minor - Crédito: http://www.sdss.org/

Para completar a família felina de constelações, temos um Lince próximo ao Leão e ao Leãozinho. É a contelação de Lynx.

Leo Minor e Lynx - Crédito: John Flamsteed. Atlas Céleste, 1776.
Lynx - Crédito: http://www.aucoeurdelaplanete.com

Mas não são apenas nas constelações que os felinos são retratados no cosmos. De forma bem mais gráfica, a presença felina se faz evidente em duas nebulosas: NGC 6543, mais conhecida como Olho de Gato (Cat’s Eye) e NGC 6334 – a Pata do Gato (Cat’s Paw).

Cat's Eye Nebula - Credit: X-ray: NASA/CXC/SAO; Optical: NASA/STScI
Cat's Paw Nebula: Credit & Copyright: T. A. Rector (U. Alaska), T. Abbott, NOAO, AURA, NSF