Marte e o Guerreiro Interior

Marte rege o signo de Áries e tradicionalmente, é co-regente de Escorpião junto com Plutão. É exaltado em Capricórnio e está em triplicidade com os outros signos de fogo: Leão e Sagitário. Esse planeta leva o nome do deus romano da agressividade e da guerra – e esses mesmos atributos podem ser relacionados ao posicionamento deste ponto em nosso mapa Natal. Essencialmente, Marte é ação, impulso, e representa:

  • De que forma eu ajo.
  • Onde tenho a capacidade de iniciar coisas, o fogo inicial. Fala da forma como canalizo a iniciativa e a vontade.
  • É a forma como eu luto por aquilo que quero, e a forma como eu luto está ligada à agressividade. Conquisto meus desejos através do Marte.
  • Capacidade e forma de auto-afirmação / impulso auto-afirmativo e agressivo.
  • Impulso para agir decisivamente.
  • Necessidade de estímulo físico e sexual.
  • Coragem. Força de vontade voltada conscientemente para atingir uma meta válida.
  • Energia física, vigor. O Masculino.
  • Impaciência, violência, uso inadequado de força ou ameaças.
  • Assertividade, muitas vezes causando conflito.

  • No mapa da mulher:homem ideal. No mapa do homem: que tipo de homem eu sou, que tipo de imagem masculina eu projeto.

  • O signo de Marte fala da forma como os significados acima irão se apresentar, de acordo com suas características e atributos (Por exemplo: como eu ajo, qual a qualidade do meu impulso, etc). A casa astrológica que este planeta ocupa mostra a área de minha vida onde essa energia irá se expressar com mais evidência – minhas ações e iniciativas serão direcionadas com foco nos assuntos deste setor. As relações de Marte com outros pontos ou planetas – os aspectos – mostram as ajudas e os obstáculos em realizar essa ação.

    Conhecer o posicionamento de Marte no mapa, seus pontos fortes e deficientes, ajuda a entender as minhas motivações, como eu ajo no mundo e porque eu ajo dessa forma – me colocando mais próximo de meus objetivos e metas.

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    As Mudanças no Sistema Solar implicam em mudanças no Mapa Astral?

    Segundo a NASA, o nosso sistema solar hoje é composto por 8 planetas e 5 planetas-anões, além de outros corpos celestes (luas, asteróides, cometas, etc). De acordo com a classificação vigente, Plutão é categorizado como Planeta Anão, assim como Ceres – que era anteriormente considerado como um asteróide.

    Muitas pessoas têm me questionado se as leituras astrológicas são modificadas com a descoberta de novos corpos no Sistema Solar, e se a mudança de categorização desses corpos interfere em seu simbolismo.

    Em primeiro lugar, é preciso levar em consideração que em Astrologia, chamamos de planetas os corpos analisados em um mapa, incluindo o sol e a lua. Considerando que o mapa é elaborado a partir do ponto de vista geocêntrico, essa denominação não é errada, pois  A palavra “planeta” vem do grego πλανήτης — “planētēs”, “plan”, que significa “aquele que vagueia”, visto que os astrônomos antigos observavam como certas luzes se moviam através do céu em desacordo com as estrelas. Eles acreditavam que esses objetos juntamente com o Sol e a Lua orbitavam a Terra considerada estacionária no centro. ” (Wikipedia)

    Assim, essa mudança na interpretação ocorre em parte. Para os significados já atribuídos aos planetas analisados, essa mudança em nada interfere. Isso porque os significados dos planetas, em astrologia, são atribuídos após anos de estudo e observação (ou pelo menos assim deveria ser – tirando um ou outro caso de deslumbramento ou jogadas editoriais). Dessa forma, por exemplo, o significado de Plutão não é modificado pelo fato de ele não ser mais considerado astronomicamente um Planeta, e sim um Planeta Anão. Isso porque através de anos de observação da órbita de Plutão foram levantadas analogias, observados ciclos e estudada sua correspondência aos fatos terrestres. Não existe motivo, portanto, para mudar a simbologia astrológica do planeta em função de uma mudança de “categoria” deste corpo celeste.

    Por outro lado, os outros corpos descobertos tendem a ser incorporados no mapa à medida que se desenvolverem mais estudos e observações a respeito dos mesmos… E nesse sentido, sim – a leitura do mapa será modificada- não no sentido de ser invalidada, mas ampliada. A cada novo planeta descoberto e estudado, observamos novos níveis de interpretação astrológica. Entretanto, esses corpos ainda são muito recentes para que se possa chegar a uma conclusão sólida a respeito do que eles representam em um nível pessoal, social e coletivo.

    Há a corrente de astrólogos que defende a hipótese de que, para cada signo, o correto seria a utilização de um planeta regente – e que gêmeos/virgem e touro/libra apenas compartilham dos mesmos regentes pois faltavam ser descobertos os planetas que faltavam. Entretanto, hoje se vê um número de planetas maior que o número de signos, o que não invalida essa hipótese mas gera um questionamento: se para cada signo necessariamente devemos ter um regente correspondente, porque não precisamos ter um signo correspondente para cada planeta?

    Os astrólogos  que trabalham em uma linha tradicional desconsideram os planetas Urano, Netuno e Plutão do sistema de regências e muitas vezes de suas análises.  Há ainda os astrólogos que trabalham com o sistema de co-regências ou regências duplas para alguns signos.

    Eu, pessoalmente, imagino que algum dia o sistema irá virginianamente “se encaixar” – ou teremos um regente por signo, ou dois, ou mais… mas em um sistema de correspondências lógicas- ou TODOS os signos terão dois regentes, ou um só, ou três, etc, porque pessoalmente, para mim, não faz sentido no grande quebra-cabeças cósmico que apenas três signos tenham regência dupla. Ainda assim, pessoalmente eu trabalho com essas regências duplas e principalmente a tradicional no momento de avaliar os prognósticos; mas para a análise do mapa natal, ainda acabo levando um pouco mais em consideração os regentes atuais.  Enfim, cada astrólogo procura trabalhar, dentro de sua lógica e de suas referências, da forma que considera mais correta e que pessoalmente lhe faz mais sentido.

    O que é um Mapa Astral?

    “O que está em cima é como o que está embaixo,
    e o que está embaixo é como o que está em cima”

    O Caibalion

    Um mapa astral é um retrato do céu no instante do nosso nascimento.
    Ok, mas como funciona?

    Nascemos no planeta Terra,  que fica no sistema solar.

    Assim como a Terra, os outros planetas também realizam seu movimento de translação, ou seja: orbitam ciclicamente em torno do sol, em uma rota elíptica.


    Entretanto, nosso ponto de vista é geocêntrico, percebemos os elementos do céu (inclusive o sol) como se eles girassem em torno da Terra.

    Esses elementos traçam um caminho conhecido como eclíptica, e as 12 constelações que se localizam neste plano dão nome aos signos do zodíaco. Cada signo é uma fatia de 30 graus da eclíptica, esses signos são contados a partir do ponto vernal – o grau zero de Áries – que é o ponto da entrada da primavera no hemisfério norte. Há cerca de dois mil anos atrás, essas fatias do céu correspondiam às constelações com o mesmo nome. Entretanto, devido a um fenômeno da mecânica celeste chamado precessão dos equinócios, hoje em dia os signos não correspondem mais às constelações homônimas, mas os signos não mudaram de posição! Eles continuam sendo fatias de 30 graus a partir do ponto onde se inicia a primavera, no hemisfério norte,  e o outono, no hemisfério sul.
    Assim, o mapa mostra um retrato do sistema solar, do ponto de vista geocêntrico, em um determinado momento. Então, quando falamos que nosso signo é Gêmeos, Leão ou Libra, estamos nos referindo apenas ao signo (porção do céu) que onde o sol se encontra em determinada época. Mas assim como temos o signo do sol, temos também o signo da lua e dos demais planetas do sistema solar. Portanto, os signos indicam em que posição de seu ciclo de translação esses planetas se encontram. A leitura do mapa astral analisa as relações entre esses corpos celestes entre si, de acordo com a projeção deles no céu de acordo com o que “vemos” aqui da Terra.
    Quando nascemos, cada planeta localiza-se em um determinado ponto da eclíptica. Entretanto, o céu não é estático e continua seu movimento. A comparação entre a posição marcada no mapa natal e o céu de um dado momento (quais as relações são harmônicas e quais as desarmônicas) dão origem aos prognósticos e previsões astrológicas.
    Para saber sobre o que trata o Mapa Natal, clique aqui, e para informações sobre prognósticos, aqui.